Publicado em 4 de agosto de 2017 – Atualizado em 28 de fevereiro de 2018

vitrine-boletim-20Dados da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal no último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado esta semana, apontam que, até agora, foram identificados 385 casos prováveis de dengue, sendo 360 oriundos do DF e 25 de outras localidades. Apesar dos dados, a SESDF garante que a situação está sob controle, como mostram os informes epidemiológicos semanais. Contudo, é preciso reforçar ações para evitar que o número de casos não aumente, e não apenas de dengue, mas de febre amarela, zika e chikugunya.

Ainda de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti, 11 Regiões Administrativas apresentaram Índice de Infestação Predial (IIP) satisfatório, 14 apresentaram alerta e seis apresentaram risco de surto. Estão neste último caso as RA’s Fercal, Lago Norte, Lago Sul, Park Way, Sobradinho e Varjão.

O Guará, que antes era uma das regiões que mais apresentava casos prováveis de dengue, agora aparece com índice satisfatório. Para chegar a este ponto, condomínios da região se previnem há muito tempo. É o caso da Super Quadra Brasília (SQB). O síndico do local, Rodrigo Pontes, entrevistado pela equipe de Comunicação do Síndicondomínio-DF no ano passado, contou que os cuidados para evitar a dengue são permanentes, principalmente por conta do tamanho do condomínio, que conta com área de 57 mil metros. Além da manutenção constante das áreas que podem ser foco de proliferação da doença, como piscinas e jardins, há um forte trabalho de conscientização entre os colaboradores e moradores.

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Apesar de o trabalho nas áreas comuns ser realizado com sucesso, o condomínio ainda tem um desafio que é a área ao redor do local, composta de um grande terreno baldio. O síndico explica que pede à administração da RA que faça a limpeza do local, mas que a comunidade próxima ainda vê o terreno como um lugar para jogar restos de construção e entulho, que acabam se tornando foco para o mosquito transmissor.

A recomendação para o combate ao Aedes aegypti é a mesma para qualquer tipo de imóvel. Porém é possível fazer trabalho de prevenção específico nos condomínios. “É fundamental criar campanhas de conscientização para moradores e colaboradores dos condomínios, ensinado as medidas de prevenção a serem aplicadas tanto nas unidades habitacionais individuais quanto nas áreas comuns”, alerta o presidente do Sindicondomínio-DF, José Geraldo Dias Pimentel.

Desta forma, o síndico tem um papel ainda mais importante nesse combate ao mosquito transmissor dessas doenças. É sua responsabilidade procurar manter as áreas comuns do condomínio livres de foco de transmissão e observar a manutenção de piscinas, calhas, ralos, caixas d’água, entre outros.

Faça o download com informações sobre o combate a dengue disponibilizado pela SESDF: folder_DENGUE_2017_40x20cm