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[Destaque da semana] Coleta seletiva no condomínio: um benefício para todos

Não é mais novidade. Basta ver aquelas lixeiras coloridas, uma ao lado da outra, para já sabermos do que se trata. Estamos falando de coleta seletiva.

O Ministério do Meio Ambiente define coleta seletiva como sendo o recolhimento “diferenciado de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição.” Essa separação é muito importante porque, se forem misturados vários tipos de resíduos sólidos, a reciclagem se torna mais cara ou, até mesmo, inviável. Diante disso, e pensando no volume de lixo produzido diariamente, se torna cada vez mais imprescindível que os condomínios sejam adeptos desse tipo de coleta.

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Em Águas Claras, a síndica Camila Ornelas há cerca de um ano implementou o programa de coleta seletiva no condomínio em que é gestora. Cada andar do condomínio tem informativos sobre o programa e contam com duas lixeiras: uma para lixo seco e outra para orgânico. Em cada uma delas, também, há explicações sobre o tipo de material que pode, ou não, ser depositado ali.

A síndica também conta que ao implementar o programa de coleta seletiva, levou a assembleia a informação de que o condomínio seria adepto desta prática, todos os moradores foram orientados sobre o como seria o funcionamento e, além disso, sempre que chega um morador novo, este também recebe as informações. A parte educativa é essencial para que o programa dê certo. “Percebemos que as pessoas têm muitas dúvidas sobre reciclagem”, conta Camila.

garbage-bag-1256041_1920O diretor do Sindicondomínio-DF e presidente do Conselho Gestor do Instituto Condomínio Sustentável (Icons), Anderson José dos Santos, propõe que a coleta seletiva seja de separação na origem. Assim, as pessoas devem separar tudo, seja orgânico, papel, vidro, latinha ou garrafa pet, ainda em casa. “É um esforço que vale a pena. Por exemplo, uma folha de papel sulfite gasta 15 litros de água potável para ser produzida. Para reciclar, não chega a 200 ml”, explica. “Com essas atitudes você está economizando água e deixando de contaminar o meio ambiente. Então, existe uma série de circunstâncias que vêm junto com a coleta seletiva que são extremamente favoráveis.”

O síndico pode decidir por fazer coleta seletiva no seu condomínio sem precisar de aprovação em assembleia. Contudo, não poderá impor sanções a quem não participar. Dessa forma, o diretor do Sindicondomínio-DF indica que se convoque uma assembleia e, nela, se constitua uma comissão de sustentabilidade, composta de 3 a 5 membros. “Isto é importante porque você distribui as atividades e distribui a sensação de estar fazendo uma coisa boa. Tem que ser um trabalho que contagie. Por isso, é importante envolver as crianças, pois elas passam a cobrar os pais.”

Para implementar a coleta seletiva, sugere que o condomínio siga algumas instruções:

coleta_seletiva_condomínio_1Identificação: O síndico vai identificar a quantidade e os tipos de resíduos produzidos pelos condôminos.

 

coleta_seletiva_condomínio_2Armazenamento: Assim que os tipos de resíduos são identificados, o síndico deve procurar lugares para armazená-los. O resíduo orgânico, por exemplo, deve ser despachado todo dia. Mas outros, como o papel, podem ficar armazenados por muito mais tempo.

coleta_seletiva_condomínio_3Campanhas de conscientização: a desinformação é uma grande barreira à implementação da coleta seletiva. Isso se reverte com a criação de campanhas educativas, informação, convite às pessoas para que participem, sempre envolvendo as crianças.

coleta_seletiva_condomínio_4Funcionamento: para que tudo corra bem, também é preciso desenvolver um processo de funcionamento. É preciso definir uma dinâmica de fluxo, resolver como os resíduos serão armazenados, quem ficará responsável pelo transporte e quando o fará, etc. Condomínios usam diversas maneiras de transportar esses resíduos. Algumas cooperativas se interessam em buscar, alguns catadores também.

O presidente do Sindicondomínio-DF, José Geraldo Dias Pimentel, indica a todos os síndicos que procurem sempre fazer o que for melhor para o condomínio, para a sociedade e para o meio ambiente. “Se cada um fizer sua parte, com certeza estaremos construindo um mundo muito melhor.”

[Assessoria de Comunicação

Presidência

Sindicondomínio-DF]

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